Quer materializar memórias que despertam bons sentimentos?

Chegou a hora de transferir para o papel as boas lembranças usando cores que se conectam com elas.

Você se lembra quando chegaram os super tecnológicos vídeo-games e não dormíamos até salvar a princesa no Mario Bros?

Fizemos parte da modinha dos tênis Keds, usamos looks completos para ser uma das Spice Girls, com direito a turnê internacional usando apenas o Meu Primeiro Gradiente! Pintamos o cabelo com papel crepom, fizemos mil testes da revista Capricho, corremos atrás para colecionar todos os mamíferos do leite Parmalat. Fomos os primeiros a escutar músicas no discman, salvar imagens no disquete e a passar horas na sofrência ouvindo Raça Negra! Era uma grande barra, não?

E sabe por que todas essas lembranças fazem despertar na gente bons sentimentos? As vivências tecnológicas, musicais, históricas e artísticas, juntas com outros fatores pessoais vão, pedacinho por pedacinho, formando a nossa história. Fazer o resgate das memórias afetivas do passado desperta em nós bons sentimentos. O mesmo acontece quando vemos algo retrô ou vintage. E sabia que as cores também ativam essas boas sensações?

A sensação de uma cor envelhecida
Os tons ”retrô” remetem às cores pouco saturadas, envelhecidas pela ação do tempo, geralmente violetas, azuis e marrons. E sabe o por quê? No espectro de luz visível, as cores com menor comprimento de onda possuem mais energia, e destroem com mais facilidade as ligações químicas dos pigmentos que compõem as cores. Não entendeu nada, mas se interessou? Veja o quadro abaixo.


A luz é composta por um espectro de ondas que vai do Violeta ao Vermelho, passando por todas as cores do arco íris. Sendo que a energia dessas ondas é maior nas ondas de maior comprimento (Violeta) e vai reduzindo até as ondas de menor comprimento (Vermelho). As cores que vemos nos objetos são, na verdade, as ondas refletidas pelos pigmentos que compõem sua cor. Um pigmento é vermelho, porque reflete as ondas vermelhas (de menor energia) e absorve todas as outras (de maior energia). Quanto mais energia ele absorve, maiores as chances das ligações químicas serem afetadas. E por isso os vermelhos, amarelos e verdes são menos resistentes à luz.

Como fizemos a escolha das cores?
Para fazer a escolha dos tons que fariam parte do kit de cores Nostálgicas, olhamos o sistema de cores da Copic e selecionamos as cores menos saturadas e que se afastam das mais puras, ou seja, com a matiz maior (o primeiro número da tampa da caneta), exceto a cor E11, por ser um tom de pele e amplia as possibilidades de uso do kit.



Como podemos ver na imagem acima, cores com matiz mais próximas ao 9, são menos saturadas, logo, com características de algo envelhecido e nostálgico. (Se quiser mais exemplos do que são matizes, veja o post “O Sistema de Cores” Parte 1 e Parte 2 aqui)

O resultado
Depois de escolher as cores, hora de criar o rótulo. Para nos inspirar, usamos elementos antigos como máquinas fotográficas de filme e maquinas de costura manuais, controles de video games, fitas cassetes e o primeiro modelo da Copic, a Classic, com seu desenho original da década de 80. Desenhamos e pintamos com as cores do kit para criar o ar nostálgico. Tudo muito simples e envolvente.

Compartilhamos entre nós muitas experiências e memórias afetivas e ficamos tão envolvidos com a criação que montamos uma playlist no Spotify pra ouvir durante a sessão de fotos do post.

Quais boas memórias você quer compartilhar com a gente? Já sabe quais desenhos que você vai pintar usando essas cores?

Conta pra gente nos comentários!

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